Conexão de Boston #7
Domingo, 5 de julho de 1998 23:40:14 -0400 (EDT)
Ontem presenciei a comemoração do famoso feriado americano, "Independence Day", o 4 de julho. E, é claro, farei uma detalhada descrição das festividades.
No entanto, começarei por observar um costume muito interessante aqui da Terra do Tio Sam. Como vocês sabem, o 4 de julho caiu num sábado. Qual não foi a minha surpresa, ao ver um cartaz aqui no mural de avisos dizendo que em virtude disso, não haveria expediente na sexta, dia 3. Após uma investigação detalhada, descobri que quando um feriado cai num fim-de-semana, a sexta ou a segunda é transformada num pseudoferiado, de maneira que você não perde a folga.
Não é um hábito maravilhoso?!
E o pessoal aí no Brasil diz que a gente tem muito feriado! Vê se pode!
Bom, voltando ao tema principal da coluna de hoje, devo dizer que não estava tão a fim assim de ver fogos de artifício. Estava pensando que, em último caso, poderia ser uma opção. Mas acabou que um grupo aqui do lab. combinou de fazer um piquenique à beira do rio para ver os fogos, e eu aproveitei a onda.
Primeiro, vamos a algumas informações básicas. O rio é o Charles, que separa Boston de Cambridge. Do lado de Boston, tem um parque que acompanha a beira do rio, o Esplanade, onde se encontra uma concha acústica, a Hatch Shell. Do lado de Cambridge, você tem a Memorial Drive, que é uma avenida que também acompanha o rio. As comemorações do 4 de julho incluem um show da Boston Pops, que é uma banda que toca temas patrióticos, entre outras coisas. O show começa às 20:00 horas e, às 22:00, tem fogos de artifício. O problema é que, para encontrar um lugar você tem que chegar cedo. O parque abre às 6 da manha, mas já tem gente lá esperando para lutar por um lugar. Parece aquelas histórias de pioneiro americano, onde eles corriam para arrumar um pedaço de terra, só que é mais selvagem.
Tendo em vista que ninguém estava a fim de lutar por um lugar ao sol, e de que os promotores do show instalam alto-falantes que permitem você ouvir o show do outro lado do rio, nós resolvemos ir para lá, para o lado de Cambridge. A muvuca é muito menor lá, tem bastante gente, mas não é apertado, e você encontra um lugar na grama facilmente. A Memorial Drive é fechada ao trânsito, logo, tem bastante espaço.
Como eu disse, era um piquenique. Por isso, levamos comida e bebida. Chegamos às 19:00 e ficamos lá tirando foto, conversando e observando os tipos que passavam. Tem cada coisa! O show começou às 20:00 em ponto, com "The Star Spangled Banner", o hino americano, cantado por um policial estadual. Ele começa com "Oh, Say can you see.." e termina com"...Land of the free, Home of the brave", e no meio temos uns dois minutos de auto-exaltação do tipo "Não se meta conosco, porque a gente é cascagrossa". É claro que eu não tenho certeza disso, pois não conheço a letra inteira; essa informação me foi passada por uma das minhas fontes estrangeiras. Infelizmente, o comitê americano do meu grupo foi um fracasso. Toda vez que tocava uma daquelas músicas patrióticas, eu perguntava "Que música é essa?" e recebia respostas que variavam entre "Não sei" e "Para mim, elas são todas iguais".
Se você tem um barco, você pode subir o rio e lançar âncora na altura das comemorações.
Às 22:00 em ponto, começam os fogos. Devo admitir que eles foram bons. A queima dura 30 minutos e a banda toca músicas que eles tentam sincronizar com os fogos; tem desde "Respect", com a Aretha Franklin, até "Take Five", com o Dave Brubeck.
Dois segundos após o final dos fogos, há um estouro de boiada causado pela súbita correria -- na verdade, é um andar apressado -- das pessoas de volta para os carros. Ninguém quer encarar o engarrafamento. Mas é claro que nós ficamos e apreciamos a noite um pouco mais.
Sou forçado a dizer que gostei do programa. Foi bastante divertido.
Como os americanos dizem: cool!
sexta-feira, outubro 25, 2002
terça-feira, outubro 22, 2002
Operação Resgate
Vocês se lembram desse seriado? Passou há muito anos na Globo. Contava a história de um dono de ferro-velho que tem a grande idéia de coletar os equipamentos abandonados na Lua pelas missões Apollo. Para realizar o seu sonho, ele contrata um ex-astronauta e uma química, e juntos constroem um foguete no ferro-velho, usando um caminhão de gasolina e uma betoneira, entre outras coisas. O foguete, que está representado no diagrama abaixo, se chamava Abutre. Voce pode encontrar mais informações sobre a série neste site (valeu pela dica, Soneto!).
Vocês se lembram desse seriado? Passou há muito anos na Globo. Contava a história de um dono de ferro-velho que tem a grande idéia de coletar os equipamentos abandonados na Lua pelas missões Apollo. Para realizar o seu sonho, ele contrata um ex-astronauta e uma química, e juntos constroem um foguete no ferro-velho, usando um caminhão de gasolina e uma betoneira, entre outras coisas. O foguete, que está representado no diagrama abaixo, se chamava Abutre. Voce pode encontrar mais informações sobre a série neste site (valeu pela dica, Soneto!).
domingo, outubro 20, 2002
Samurai Jack
Já tinha ouvido falar desse desenho, mas não tinha tido a chance de vê-lo. Muito bom! Não sei o horário principal, mas a reprise passa às 18 horas de domingo, no Cartoon Network (NET: 46). No site do Cartoon Network tem um teste para saber o seu quociente de honra. O meu é de 137.
Já tinha ouvido falar desse desenho, mas não tinha tido a chance de vê-lo. Muito bom! Não sei o horário principal, mas a reprise passa às 18 horas de domingo, no Cartoon Network (NET: 46). No site do Cartoon Network tem um teste para saber o seu quociente de honra. O meu é de 137.
sexta-feira, outubro 18, 2002
Conexão de Boston #6
Segunda, 29 de junho de 1998 14:25:26 -0400 (EDT)
O verão! Finalmente, essa sagrada estação veio abençoar a capital do Commonwealth de Massachusetts. Não e exatamente um verão carioca, mas estamos trabalhando nisso.
Desde que eu cheguei em Boston, há dois meses atrás, o clima tem variado bastante. Logo que eu cheguei, estava frio e seco. Acostumado com a alta humidade da Cidade Maravilhosa, essa secura foi meio desconfortável. Eu estava constantemente com sede, meu lábio rachou e a minha pela estava meio que descascando. Uma semana mais tarde, o sol mostrou sua cara, mas por pouco tempo. Daí em diante, ficou alternando entre tempo ruim e mais ou menos. Logo depois, começou a chover, mas chover para valer. Houve inundações no estado inteiro. Aqui em Boston, parte do metrô ficou bloqueado por causa da água que encheu as galerias subterrâneas. Me senti de volta ao Rio, quando uma manchete do Boston Globe de domingo mostrou uma punhado de gente tentando empurrar um carro com o nível da agua no capo.
Mais recentemente, a humidade, que estava média, subiu até um nível que consideraríamos normal aí no Rio. É claro que a galera aqui reclamou. E sempre ouço coisas como "It's too muggy." A temperatura também foi nas alturas (para os Bostonianos, isso é 20 e muitos quase 30). Eu tirei uma onda de que o clima estava ótimo, que no Rio era assim o ano todo.
Antes de ontem, o tempo fechou um pouco, mas nada sério. Ontem, graças aos meus contatos automobilísticos, eu fui a uma das praias no norte do estado. Uns 50 minutos de carro. A gente queria ir numa praia que fica dentro de uma reserva, mas estava lotado. Então, ficamos na área pública mesmo. Obviamente, todo mundo estava me tocando um horror, dizendo que a água era muito fria etc. Ela estava fria sim, mas nada demais. O tempo abriu e o sol marcou presença.
De acordo com os meteorologistas, julho vai ser "nice". Vamos ver.
Como diriam os argentinos: vamos a la playa, oh, oh, oh!
Segunda, 29 de junho de 1998 14:25:26 -0400 (EDT)
O verão! Finalmente, essa sagrada estação veio abençoar a capital do Commonwealth de Massachusetts. Não e exatamente um verão carioca, mas estamos trabalhando nisso.
Desde que eu cheguei em Boston, há dois meses atrás, o clima tem variado bastante. Logo que eu cheguei, estava frio e seco. Acostumado com a alta humidade da Cidade Maravilhosa, essa secura foi meio desconfortável. Eu estava constantemente com sede, meu lábio rachou e a minha pela estava meio que descascando. Uma semana mais tarde, o sol mostrou sua cara, mas por pouco tempo. Daí em diante, ficou alternando entre tempo ruim e mais ou menos. Logo depois, começou a chover, mas chover para valer. Houve inundações no estado inteiro. Aqui em Boston, parte do metrô ficou bloqueado por causa da água que encheu as galerias subterrâneas. Me senti de volta ao Rio, quando uma manchete do Boston Globe de domingo mostrou uma punhado de gente tentando empurrar um carro com o nível da agua no capo.
Mais recentemente, a humidade, que estava média, subiu até um nível que consideraríamos normal aí no Rio. É claro que a galera aqui reclamou. E sempre ouço coisas como "It's too muggy." A temperatura também foi nas alturas (para os Bostonianos, isso é 20 e muitos quase 30). Eu tirei uma onda de que o clima estava ótimo, que no Rio era assim o ano todo.
Antes de ontem, o tempo fechou um pouco, mas nada sério. Ontem, graças aos meus contatos automobilísticos, eu fui a uma das praias no norte do estado. Uns 50 minutos de carro. A gente queria ir numa praia que fica dentro de uma reserva, mas estava lotado. Então, ficamos na área pública mesmo. Obviamente, todo mundo estava me tocando um horror, dizendo que a água era muito fria etc. Ela estava fria sim, mas nada demais. O tempo abriu e o sol marcou presença.
De acordo com os meteorologistas, julho vai ser "nice". Vamos ver.
Como diriam os argentinos: vamos a la playa, oh, oh, oh!
quarta-feira, outubro 16, 2002
terça-feira, outubro 15, 2002
Seis anos e... BUUUUMMMM!!!!
De acordo com um grupo de cientistas holandeses, o Sol pode explodir daqui a seis anos, vaporizando a Terra e toda a vida existente nela. Segundo o Dr. Piers Van der Meer, o nosso astro rei tem uma temperatura interna de 27 milhões de graus Fahrenheit. Só que na última década, ela aumentou gradualmente para 42 milhões de graus. "Se isso continuar, o Sol vai explodir explodir feito um reator nuclear fora de controle", avisa o cientista.
Essa soturna história pode ser encontrada em sua íntegra aqui.
De acordo com um grupo de cientistas holandeses, o Sol pode explodir daqui a seis anos, vaporizando a Terra e toda a vida existente nela. Segundo o Dr. Piers Van der Meer, o nosso astro rei tem uma temperatura interna de 27 milhões de graus Fahrenheit. Só que na última década, ela aumentou gradualmente para 42 milhões de graus. "Se isso continuar, o Sol vai explodir explodir feito um reator nuclear fora de controle", avisa o cientista.
Essa soturna história pode ser encontrada em sua íntegra aqui.
sexta-feira, outubro 11, 2002
Conexao de Boston #5
Domingo, 21 de junho de 1998 17:54:53 -0400 (EDT)
Assistir à Copa do Mundo aqui nos Estados Unidos, definitivamente, não é a mesma coisa do que assistir no Brasil. Embora o caráter internacional da cidade, e em especial da área universitária, faça com que seja fácil encontrar um lugar para assistir aos jogos, bem como uma pequena multidão para acompanhar você, o clima não é o mesmo.
Para começar, os americanos não levam a sério futebol. O Jay Leno, um comediante que tem um programa de entrevistas (o Jô Soares daqui, se bem que o programa do Jô dá de dez a zero no Jay, o Jô pelo menos entrevista os convidados), fez uma piada dizendo que estava com insônia, mas aí ligou uma TV na Copa de Mundo e outra no Torneio de Golfe, e conseguiu dormir. Isso demonstra, mais ou menos, como que a coisa rola por aqui. Só uma estação de acesso publico, a ABC, está transmitindo os jogos e, mesmo assim, só alguns. Para ver a Copa em todo o seu esplendor, você tem que ter TV a cabo e assinar a ESPN e a ESPN2 (embora, se eu não me engano, a TV espanhola, a Univision, também esteja transmitindo os jogos, mas aí você tem que aguentar coisas como "tiro de esquina" :).
Mas isso não quer dizer que todos os americanos odeiam futebol. Muitos gostam. Infelizmente, os Estados Unidos estão fora da Copa depois da derrota para o Iran, hoje. :)
Uma maneira de tentar duplicar o clima brasileiro, é assistir os jogos cercados de brasileiros, obviamente. Até que funciona. Você tem as piadas, os comentários sarcásticos, a vibração. Bem legal mesmo. Mas eu sinto falta daquela sensação de "colméia". Sabe como é, quando o Brasil quase faz um gol e você pode ouvir o "Uuuuhhhhh" ressonando pela cidade inteira, e saber que aquilo está acontecendo no país inteiro.
Vamos ver, se o Brasil ganhar a Copa, eu vou para Allston. Caso vocês tenham esquecido, Allston parece ser a vizinhança brasileira em Boston. E, pelo que eu ouvi, as coisas ficaram bem animadas lá, quando o Brasil foi tetra.
Como diz o Zagalo: empate é um bom resultado.
Domingo, 21 de junho de 1998 17:54:53 -0400 (EDT)
Assistir à Copa do Mundo aqui nos Estados Unidos, definitivamente, não é a mesma coisa do que assistir no Brasil. Embora o caráter internacional da cidade, e em especial da área universitária, faça com que seja fácil encontrar um lugar para assistir aos jogos, bem como uma pequena multidão para acompanhar você, o clima não é o mesmo.
Para começar, os americanos não levam a sério futebol. O Jay Leno, um comediante que tem um programa de entrevistas (o Jô Soares daqui, se bem que o programa do Jô dá de dez a zero no Jay, o Jô pelo menos entrevista os convidados), fez uma piada dizendo que estava com insônia, mas aí ligou uma TV na Copa de Mundo e outra no Torneio de Golfe, e conseguiu dormir. Isso demonstra, mais ou menos, como que a coisa rola por aqui. Só uma estação de acesso publico, a ABC, está transmitindo os jogos e, mesmo assim, só alguns. Para ver a Copa em todo o seu esplendor, você tem que ter TV a cabo e assinar a ESPN e a ESPN2 (embora, se eu não me engano, a TV espanhola, a Univision, também esteja transmitindo os jogos, mas aí você tem que aguentar coisas como "tiro de esquina" :).
Mas isso não quer dizer que todos os americanos odeiam futebol. Muitos gostam. Infelizmente, os Estados Unidos estão fora da Copa depois da derrota para o Iran, hoje. :)
Uma maneira de tentar duplicar o clima brasileiro, é assistir os jogos cercados de brasileiros, obviamente. Até que funciona. Você tem as piadas, os comentários sarcásticos, a vibração. Bem legal mesmo. Mas eu sinto falta daquela sensação de "colméia". Sabe como é, quando o Brasil quase faz um gol e você pode ouvir o "Uuuuhhhhh" ressonando pela cidade inteira, e saber que aquilo está acontecendo no país inteiro.
Vamos ver, se o Brasil ganhar a Copa, eu vou para Allston. Caso vocês tenham esquecido, Allston parece ser a vizinhança brasileira em Boston. E, pelo que eu ouvi, as coisas ficaram bem animadas lá, quando o Brasil foi tetra.
Como diz o Zagalo: empate é um bom resultado.
AntiNobel
Se você também está no frenesi da semana de indicação do Nobel, não deixe de visitar a página do IgNobel, a premiação dos avanços que 'não podem, ou não devem ser repetidos'. É uma espécie de Framboesa de Ouro da ciência. Muito divertido! A premiacão de 2002, a décima-segunda, já aconteceu. Dê uma olhada.
Se você também está no frenesi da semana de indicação do Nobel, não deixe de visitar a página do IgNobel, a premiação dos avanços que 'não podem, ou não devem ser repetidos'. É uma espécie de Framboesa de Ouro da ciência. Muito divertido! A premiacão de 2002, a décima-segunda, já aconteceu. Dê uma olhada.
sexta-feira, outubro 04, 2002
Conexão de Boston #4
Segunda, 15 de junho de 1998 12:18:59 -0400 (EDT)
Em primeiro lugar, eu gostaria de me desculpar com os meus assinantes pela demora desta edição. Ela deveria ter sido enviada na sexta, mas uma falta de assunto impediu que isto acontecesse. Esse problema já foi resolvido.
Nós aqui na redação temos recebido várias cartas questionando se o autor desta augusta coluna realmente trabalha em Boston, ou se ele foi para essa cidade tentar arrumar um emprego como "promoter" de festas ou crítico de cinema. Para sanar as dúvidas dos leitores, aqui vai um pequeno texto do nosso Augusto escritor.
O mutante fur de E. coli é extremamente sensível a interação letal entre H2O2 e 1,10-fenantrolina, o que está de acordo com o artigo de Furtado et al. (1998). No entanto, o mutante feo também apresentou uma alta sensibilidade ao tratamento, o que parece ser contrário ao que esperávamos.
Agora, de volta à nossa programação normal e continuando com a série "Festas Internacionais", vamos ver como é uma festa brasileiro-holandesa. Festa esta realizada para comemorar a criação do universo segundo o calendário javanês arcaico (a parte brasileira) e uma data menor 15 dias depois (a parte holandesa).
FESTA BRASILEIRO-HOLANDESA: Você leva a sua bebida, mas os donos da festa vão ter comprado alguma, por via das dúvidas. O casaco vai para o quarto. A festa é agitada. Tem gente conversando na cozinha e gente dançando na sala. Tem convidado de tudo quanto é parte do mundo. Lá pela 1:30, a polícia bate na porta e fala para baixar o volume, fechar a janela e se acalmar. A festa continua, com a janela fechada, mas um volume razoável. A festa acaba lá pelas 3:30, com a parte holandesa bêbada e começando a passar mal.
Como diriam os holandeses: Tot ziens!
Segunda, 15 de junho de 1998 12:18:59 -0400 (EDT)
Em primeiro lugar, eu gostaria de me desculpar com os meus assinantes pela demora desta edição. Ela deveria ter sido enviada na sexta, mas uma falta de assunto impediu que isto acontecesse. Esse problema já foi resolvido.
Nós aqui na redação temos recebido várias cartas questionando se o autor desta augusta coluna realmente trabalha em Boston, ou se ele foi para essa cidade tentar arrumar um emprego como "promoter" de festas ou crítico de cinema. Para sanar as dúvidas dos leitores, aqui vai um pequeno texto do nosso Augusto escritor.
O mutante fur de E. coli é extremamente sensível a interação letal entre H2O2 e 1,10-fenantrolina, o que está de acordo com o artigo de Furtado et al. (1998). No entanto, o mutante feo também apresentou uma alta sensibilidade ao tratamento, o que parece ser contrário ao que esperávamos.
Agora, de volta à nossa programação normal e continuando com a série "Festas Internacionais", vamos ver como é uma festa brasileiro-holandesa. Festa esta realizada para comemorar a criação do universo segundo o calendário javanês arcaico (a parte brasileira) e uma data menor 15 dias depois (a parte holandesa).
FESTA BRASILEIRO-HOLANDESA: Você leva a sua bebida, mas os donos da festa vão ter comprado alguma, por via das dúvidas. O casaco vai para o quarto. A festa é agitada. Tem gente conversando na cozinha e gente dançando na sala. Tem convidado de tudo quanto é parte do mundo. Lá pela 1:30, a polícia bate na porta e fala para baixar o volume, fechar a janela e se acalmar. A festa continua, com a janela fechada, mas um volume razoável. A festa acaba lá pelas 3:30, com a parte holandesa bêbada e começando a passar mal.
Como diriam os holandeses: Tot ziens!
sexta-feira, setembro 27, 2002
Go, Speed Racer! Go!
Pedro do BlowJava! pediu mais conteúdo e menos testes. Tudo bem! Olha só este conteúdo!
Você assistia Speed Racer quando era criança? Sempre sonhou em ter o seu próprio Mach 5? Agora você pode! :] Esta companhia vai construir 100 Mach 5s que andam de verdade. Eles serão baseados num protótipo que já existe -- é esse aí das fotos. Segundo o site dos caras, o carro pode custar até 125.000 dólares, dependendo dos acessórios que você requisitar. Será que dá para pedir macacos automáticos, cremalheiras, serras retráteis, cabine à prova de balas, faróis multidirevionais, modo anfíbio e pomba robô?!!!


P.S.: Tem o Estrela Cadente
do Corredor X também!
Pedro do BlowJava! pediu mais conteúdo e menos testes. Tudo bem! Olha só este conteúdo!
Você assistia Speed Racer quando era criança? Sempre sonhou em ter o seu próprio Mach 5? Agora você pode! :] Esta companhia vai construir 100 Mach 5s que andam de verdade. Eles serão baseados num protótipo que já existe -- é esse aí das fotos. Segundo o site dos caras, o carro pode custar até 125.000 dólares, dependendo dos acessórios que você requisitar. Será que dá para pedir macacos automáticos, cremalheiras, serras retráteis, cabine à prova de balas, faróis multidirevionais, modo anfíbio e pomba robô?!!!


P.S.: Tem o Estrela Cadente
do Corredor X também!
quinta-feira, setembro 26, 2002
Mais um teste
Esse é o teste do 'eneagrama', uma espécie de classificação de personalidades. Aparentemente, é um pouco mais sério que a maioria dos testes que aparecem aqui (via MindWeb).

take free enneagram test
Esse é o teste do 'eneagrama', uma espécie de classificação de personalidades. Aparentemente, é um pouco mais sério que a maioria dos testes que aparecem aqui (via MindWeb).
take free enneagram test
domingo, setembro 22, 2002
Micro-resenha: Sinais
Muito bom! Esse Manoj Shyamalan nao me decepciona. Alguns amigos meus questionaram a necessidade de haver alienígenas no filme. Tudo bem. 'Necessário' talvez não fosse, mas, na minha opinião, a presença deles acrescenta muito ao filme. E não só porque eu gosto de ficção científica! A grande sacada foi centrar a história na crise do Graham, e não nos ETs. Recomendo!
Muito bom! Esse Manoj Shyamalan nao me decepciona. Alguns amigos meus questionaram a necessidade de haver alienígenas no filme. Tudo bem. 'Necessário' talvez não fosse, mas, na minha opinião, a presença deles acrescenta muito ao filme. E não só porque eu gosto de ficção científica! A grande sacada foi centrar a história na crise do Graham, e não nos ETs. Recomendo!
sexta-feira, setembro 20, 2002
Sinais trocados
Eu queria saber se os caras que fazem a publicidade do novo filme do Shyamalan, Sinais, sabem do que se trata. Primeiro os caras fazem um cartaz com uma frase do tipo "Eles invadiram a fazenda do homem errado". Dá a impressão que lá pelo meio do filme o Mel Gibson vai se encher de arma e recriar o Carandirú, só que com alienígenas. Isso porque o Shyamalan disse que a sensação que um cartaz do filme devia passar era a de que a última coisa que você queria era estar naquela fazenda.
Agora é a vez do Globo On-line. Saca só a microsinopse do filme que está no site:
Comédia. Um pastor desorientado coloca a sua fé em xeque quando estranhos sinais aparecem em sua plantação.
Comédia?! Eles viram o trailer do filme? Será que eles estão achando que é um filme do Chevy Chase?
Eu queria saber se os caras que fazem a publicidade do novo filme do Shyamalan, Sinais, sabem do que se trata. Primeiro os caras fazem um cartaz com uma frase do tipo "Eles invadiram a fazenda do homem errado". Dá a impressão que lá pelo meio do filme o Mel Gibson vai se encher de arma e recriar o Carandirú, só que com alienígenas. Isso porque o Shyamalan disse que a sensação que um cartaz do filme devia passar era a de que a última coisa que você queria era estar naquela fazenda.
Agora é a vez do Globo On-line. Saca só a microsinopse do filme que está no site:
Comédia. Um pastor desorientado coloca a sua fé em xeque quando estranhos sinais aparecem em sua plantação.
Comédia?! Eles viram o trailer do filme? Será que eles estão achando que é um filme do Chevy Chase?
You're Spider-Man
There's a dark side to you, but you always end up doing the right thing. With great power comes greater responsibility -- don't be fooled by the glitz and get caught in a web of evil.
Faça o teste você também!
There's a dark side to you, but you always end up doing the right thing. With great power comes greater responsibility -- don't be fooled by the glitz and get caught in a web of evil.
Faça o teste você também!
Conexão de Boston #3
Sexta, 5 de junho de 1998 17:54:48 -0400 (EDT)
De acordo com o calendário javanês arcaico, o mundo foi criado no dia 4 de junho, às 20:55. Não por coincidência, essa é a data do meu aniversário. Alguns críticos questionam o fato do mundo ter sido criado no meio do ano e não no início, primeiro de janeiro. Obviamente, esse é o tipo de gente que criticou Jesus Cristo, Darwin e Enéas.
Os americanos, me surpreendendo, prepararam um super festa para mim! Armaram uma tenda enorme em frente a escola médica, contrataram os melhores serviços de buffet e reuniram gente importante só para me desejar um feliz aniversário. Impressionante! Até a Hillary Clinton apareceu! As festividades duraram o dia inteiro! Muito amigáveis, esses bostonianos.
Ah, tinha uma turma de medicina se formando, mas isso é um pequeno detalhe. A festa era realmente para mim. :)
Tudo bem, dia 4 de junho também é o "Degradation..." opa, quero dizer, o "Graduation Day" por aqui. Pela manhã, tem um grande cerimônia no campus de Cambridge, onde são reconhecidas as diferentes escolas e não os indivíduos. De tarde, são realizadas as cerimônias de formatura nas respectivas escolas, e aí sim, os alunos são chamados, nome por nome, para receber o diploma. É exatamente como a gente vê nos filmes: eles usam aquela beca com o chapéu quadrado. Normalmente, a beca é preta, mas algumas escolas tem cores específicas que aparecem em detalhes na beca. A beca dos professores é que é mais carnavalesca. Um detalhe interessante, é que essa beca custa cerca de 400 a 600 dólares! Logo, a maioria aluga, em vez de comprar. Outro detalhe é que doutorando que completou a tese e já defendeu (sendo aprovado, obviamente) se forma. Não é aquela coisa completamente desprovida de ritual que nós temos, onde eles simplesmente mandam o seu diploma para a secretaria.
Ah, a parte da Hillary Clinton é verdade. Ela esteve aqui e fez um discurso para a formatura da turma médica. Eu fiquei a uns 20 metros dela, acho que dava para atirar nela, com uma boa chance de matá-la. Por incrível que pareça, eu não achei a segurança muito boa. Claro, que isso pode ser só uma impressão, e se eu fizesse qualquer movimento esquisito, seria derrubado, fichado e extraditado antes que pudesse dizer "Onde é o Consulado Brasileiro?!!!!!".
Como diz no emblema de Harvard: (In vino) Veritas.
Sexta, 5 de junho de 1998 17:54:48 -0400 (EDT)
De acordo com o calendário javanês arcaico, o mundo foi criado no dia 4 de junho, às 20:55. Não por coincidência, essa é a data do meu aniversário. Alguns críticos questionam o fato do mundo ter sido criado no meio do ano e não no início, primeiro de janeiro. Obviamente, esse é o tipo de gente que criticou Jesus Cristo, Darwin e Enéas.
Os americanos, me surpreendendo, prepararam um super festa para mim! Armaram uma tenda enorme em frente a escola médica, contrataram os melhores serviços de buffet e reuniram gente importante só para me desejar um feliz aniversário. Impressionante! Até a Hillary Clinton apareceu! As festividades duraram o dia inteiro! Muito amigáveis, esses bostonianos.
Ah, tinha uma turma de medicina se formando, mas isso é um pequeno detalhe. A festa era realmente para mim. :)
Tudo bem, dia 4 de junho também é o "Degradation..." opa, quero dizer, o "Graduation Day" por aqui. Pela manhã, tem um grande cerimônia no campus de Cambridge, onde são reconhecidas as diferentes escolas e não os indivíduos. De tarde, são realizadas as cerimônias de formatura nas respectivas escolas, e aí sim, os alunos são chamados, nome por nome, para receber o diploma. É exatamente como a gente vê nos filmes: eles usam aquela beca com o chapéu quadrado. Normalmente, a beca é preta, mas algumas escolas tem cores específicas que aparecem em detalhes na beca. A beca dos professores é que é mais carnavalesca. Um detalhe interessante, é que essa beca custa cerca de 400 a 600 dólares! Logo, a maioria aluga, em vez de comprar. Outro detalhe é que doutorando que completou a tese e já defendeu (sendo aprovado, obviamente) se forma. Não é aquela coisa completamente desprovida de ritual que nós temos, onde eles simplesmente mandam o seu diploma para a secretaria.
Ah, a parte da Hillary Clinton é verdade. Ela esteve aqui e fez um discurso para a formatura da turma médica. Eu fiquei a uns 20 metros dela, acho que dava para atirar nela, com uma boa chance de matá-la. Por incrível que pareça, eu não achei a segurança muito boa. Claro, que isso pode ser só uma impressão, e se eu fizesse qualquer movimento esquisito, seria derrubado, fichado e extraditado antes que pudesse dizer "Onde é o Consulado Brasileiro?!!!!!".
Como diz no emblema de Harvard: (In vino) Veritas.
quarta-feira, setembro 18, 2002
Félix Nadar na Caixa
Como diria o Pedro JavaBoy, "Que pitéuzinho!" Pois é, essa aí é a Sarah Bernhardt (1844-1923), uma famosa atriz do século 19, numa foto tirada pelo francês Félix Nadar (1820-1910) em 1860. Desde segunda-feira (16/9) o Centro Cultural da Caixa (Av. República do Chile 230, Centro — 2262-8152) está com uma mostra do seu trabalho (segunda à sábado, das 10h às 18h; domingo, do meio-dia às 17h). Recomendo!
Curiosidade: Nadar foi personagem de um dos livros de Júlio Verne, que por sua vez foi fotografado pelo artista francês.
Como diria o Pedro JavaBoy, "Que pitéuzinho!" Pois é, essa aí é a Sarah Bernhardt (1844-1923), uma famosa atriz do século 19, numa foto tirada pelo francês Félix Nadar (1820-1910) em 1860. Desde segunda-feira (16/9) o Centro Cultural da Caixa (Av. República do Chile 230, Centro — 2262-8152) está com uma mostra do seu trabalho (segunda à sábado, das 10h às 18h; domingo, do meio-dia às 17h). Recomendo!
Curiosidade: Nadar foi personagem de um dos livros de Júlio Verne, que por sua vez foi fotografado pelo artista francês.
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